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Aqui sepulcro a transição
Das escolhas mortas no tempo,
Aqui eu vejo e pelejo
No âmbito das vaidades
Que embora indivisível a afeição,
Permeia-se nos antros das visões cegas dos olhos,
Aqui, descrevo um espaço,
Uma razão pelo qual não valha seu próprio significado,
Seu próprio mundo,
Sua realidade
Que esmorece no distinguir de adornos
Perceptível a olhos de mundos distintos.
Daqui, a par das distinções
A voz  se extingui no vazio do egoísmo
Que  se ganha no moralismo colossal,
Que se perde na moral inconformada,
Todo sentido turva-se com a mentira que carrego
Delineado no papel que represento da vida,
Toda clareza que um dia se fez em sonho,
Mostra-se em um mundo distinto
Daquilo que dele conceito.

(rroliveira)

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