"Mas o interesse de meu pai pelos curingas tinha uma outra razão, no fundo, ele se considerava um curinga. Só raríssimas vezes ele chegou a verbalizar isso assim, de maneira textual; mas eu sabia à tempos que ele se considerava uma espécie de curinga dentro de um baralho. Um curinga é um pequeno bobo da corte; uma figura diferente de todas as outras. Não é nem de paus, nem de ouros, nem de copas e nem de espadas. Não é oito, nem nove, nem é rei e nem valete. Um caso à parte; uma carta sem relação com as outras. Ele está no mesmo monte das outras cartas, mas esse não é o seu lugar pois é um contraventor..."
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