O amor é considerado uma transação.
A transação pressupõe que todos nós tenhamos necessidades que devem ser satisfeitas por meio de trocas.
Para fazer uma transação, você tem de comparecer ao mercado com um produto de valor ou, se o produto não tem valor, você pode dar um jeito com uma embalagem bem bonita.
Inconscientemente pensamos em nós mesmos como objetos à venda no mercado, pois, desejamos ser desejados.
Queremos atrair clientes. Queremos ter a aparência do tipo de produto que dá dinheiro.
Ao fazermos isso, passamos a considerar a nós mesmos e aos outros não como pessoas, mas como produtos, ‘mercadorias’ ou, em outras palavras, embalagens.
Avaliamos uns aos outros comercialmente. Mediamos uns aos outros e fazemos transações visando ao nosso próprio lucro. Não nos entregamos no amor; fazemos uma transação que valorizará nosso produto e, portanto, não há transação definitiva.
Já estamos com os olhos na próxima transação – e não precisa ser necessariamente com o mesmo cliente.
- Thomas Merton -
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